quarta-feira, 1 de maio de 2013

RECURSOS HUMANOS

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Acabo de ouvir na televisão, quase por acaso, uma história extraordinária no dia consagrado aos trabalhadores. Estava o Dr. Bagão Félix a ser entrevistado, não sei a que título, e às tantas, falando de recursos humanos, disse não gostar da expressão, por tirar dignidade ao trabalho. E contou a propósito a história que passo a resumir, sem respeitar fielmente os pormenores que me terão já escapado.
O rei Luís IX de França visitava um dia as obras de reconstrução duma catedral destruída pelo fogo, quando se dirigiu a um dos trabalhadores e lhe perguntou o que fazia ali; ao que ele respondeu ser o encarregado da reparação da nave central. Outro disse ao rei que era pintor e restaurava as pinturas do tecto; um terceiro era escultor e modelava imagens de santos e por aí fora. Ao sair, o rei viu um velho que varria o lixo da obra. Fez-lhe a mesma pergunta. O ancião fitou o monarca nos olhos e disse-lhe com orgulho: "Eu, Majestade, estou a construir uma catedral". Tal e qual!
Nas empresas há recursos informáticos, energéticos, financeiros, mecânicos, creditícios; há afluentes e efluentes; e há trabalhadores. Uma coisa é a máquina, a electricidade, o empréstimo, o software, o lixo. Outra é o homem ou a mulher que não são  recursos—são pessoas que constroem catedrais.
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